500 ANOS DO FORAL DE ATEI Ontem em Atei o povo foi Rei. O povo, sem medo, independente, e legitimamente orgulhoso do seu Passado Histórico que alguns quiseram apagar por decreto, deu uma lição de vida e carácter. Houve festa rija e inaugurou-se o Monumento ao Foral que a 3 de Junho de 1514 o Rei D. Manuel concedeu a Mondim Atei, Ermelo e Cerva

Um monumento digno e sóbrio em granito da Srª da Graça, que HONNRA ATEI e OS MONDINENSES EM GERAL. E que espelha bem o carácter e independência das mulheres e homens da nossa terra, que se não deixam iludir nem vergar por qualquer um que por aqui apareça ou passe e que, com ARROGANTE IGNORÂNCIA e FACCIOSISMO POLÍTICO, insista em MENOSPREZAR A HISTÓRIA DA NOSSA TERRA.

Contra ventos e marés, O MONUMENTO SERÁ INAUGURADO ÁS 15 DO PRÓXIMO DOMINGO, DIA 1 DE JUNHO, antevéspera da data em que, há 500 anos, o REI D. MANUEL CONCEDEU FORAL A MONDIM, ATEI, CERVA E ERMELO.

O povoamento do território que corresponde à actual freguesia de Atei é bastante remoto, bastando para comprovar esse facto, ter em conta a arqueologia vizinha, bem como a própria toponímia local.Relativamente aos achados arqueológicos, estes parecem confirmar a permanência do povo romano na região, sendo abundantes as referências a vários castros, bem como a passagem do exército de DécioJúnio Bruto por esta região. A história pré-nacional e dos inícios da nacionalidade desta freguesia está profundamente marcada pelo domínio da estirpe dos Sousãos, inicialmente na pessoa do Conde Egica. Depois deste, foi senhor de Atei o seu filho, o Conde Gomes, e depois sucessivamente os "Sousãos": D. Egas Gomes de Sousa, D. Mem Viegas, D. Gonçalo Mendes e o Conde D. Mendo de Sousa; após a morte deste último, as terras devem ter passado para a posse de sua filha D. Maria Mendes de Sousa. Data de 2 de Dezembro de 1312 uma carta de D. Dinis em que este declara ter dado ao seu filho bastardo, Afonso Sanches, vinte mil libras em dinheiro, com as quais o dito D. Afonso comprara numerosos lugares Entre Douro e Minho e nos quais se incluiam os lugares de Cerva e "Atey". O monarca concede o senhorio de Atei ao seu bastardo com todos os seus direitos e pertenças que passariam à coroa caso não houvesse descendentes. D. Afonso e sua mulher, D. Teresa Martins, doam o padroado da igreja de S. Pedro ao Mosteiro de Vila do Conde que haviam fundado. O couto de Atei, aparece posteriormente através de sucessivas doações régias, no senhorio dos Condes de Marialva, sendo que em 1740 aparece já como um concelho com juiz ordinário e dos órfãos, dois vereadores, dois almotacés, sendo que o senhorio pertencia aos referidos Condes de Marialva. A 3 de Junho de 1514, D. Manuel I concede foral a Atei, sendo que poucos anos antes tinha mandado exilar em Atei as freiras revoltosas do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde. O concelho de Atei foi extinto em 1836 e integrado node Cerva, por sua vez extinto a 31 de Dezembro de 1853. Em 1895 a freguesia passou para o concelho de Celorico de Basto, distrito de Braga, transitando para o de Mondim de Basto a 13 de Janeiro de 1898.

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