LUIS ABISAGUE
LUIS ABISAGUE

Nasceu em Bormela, uma pequena aldeia da Freguesia de Atei, do conselho de Mondim de Basto, lá na fronteira de Entre Douro e Minho - a perfeita simbiose do verde aglutinador com espasmo vertiginosos do Marão petrificado. Aqui os horizontes ganham mais profundidade e os próprios homens parecem assumir a telúrica dimensão dos elementos que os rodeiam. Tentada pelos gorgeios melodiosos de um turismo promissor, a vila de Mondim de Basto, sede de Concelho, além de preservar a zona histórica mais antiga, equipou-se de uma zona residencial e comercial moderna, servida por largas avenidas e jardins envolventes.

Ponto de partida para as visitas ao resto do Concelho, dispõe de uma oferta de apoio ao turismo assinalável: residenciais modernas, um parque de campismo, casas de turismo no espaço rural, restaurantes, uma zona de lazer, pavilhão gimno-desportivo, campo de ténis, piscinas e um espaço para jogos tradicionais.

Um dos símbolos mais conhecidos do Concelho é o Monte Farinha, no topo do qual se ergue a Capela de Nossa Senhora da Graça. Miguel Torga, na sua passagem pelo nosso Monte descreveu assim o que lhe ia na alma:

"Empoleirado neste miradouro, solto os olhos por metade de Portugal. Montes, rios e vales edémicos, genesíacos, como que acabados de sair das mãos do Criador. A natureza na sua primitiva decência, desabitada, limpa de toda a mácula humana. Nem sequer tocada pelo mesmo pasmo de quem a contempla." 

 

Dia 26 de Julho em Mondim de Basto

A Laurinda tambem la estava (click em cima da foto)
A Laurinda tambem la estava (click em cima da foto)
Luís Abisague em Londres na Festa "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" em 12.06.2012.
Luís Abisague em Londres na Festa "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" em 12.06.2012.
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Para ver as obras de Luis Abisague (click em cima do livro)
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O autor narra uma história que poderia ser real com descrições pormenorizadas de paisagens reais.
Marcos, o personagem principal, ao atingir o ponto mais alto da sua carreira profissional descobre que a busca desenfreada pelo sucesso nos empreendimentos, pelo dinheiro e pela opulência material foram os principais ingredientes dos conflitos que resultaram num casamento infeliz que se desfaz de forma inesperadamente dolorosa.
O distanciamento dos filhos e a solidão levam Marcos a partir sem destino, acabando por levá-lo a sua terra natal onde viveu uma infância que, apesar de pobre, foi marcada por momentos intensamente felizes.
É ali, na terra onde nasceu, que Marcos encontra uma nova razão para viver e decide lutar pela oportunidade de ser feliz.
Por entre uma paisagem campestre retratada de forma cuidada e minuciosa Marcos encontra-se com Sofia, sua melhor amiga na infância e também o seu primeiro amor.
Marcos e Sofia passam a viver uma paixão avassaladora que lhes reservará,

especialmente a Sofia, momentos de muita angústia e sofrimento.
Assim se passa esse romance… uma história que poderia ser a de qualquer um de nós que por vezes enterramos sonhos, abrimos mão da nossa força interior e desistimos de lutar pelo amor verdadeiro.
Ao longo das suas páginas somos arrastados para dentro da odisseia da vida dos personagens acabando por viver também, com muita intensidade, o desenrolar do drama.
Um livro onde podemos nos deliciar em cada página.
Assista o vídeo de apresentação do livro em http://uk.youtube.com/watch?v=cvhZjWl5a44 ou abrir o site do Youtube e coloque na pesquisa a palavra "Drama de Sofia" ou "Luis Abisague".

 

PÓVOA DO VARZIM
PÓVOA DO VARZIM
Atei
Atei

ATEI

Relembro os homens tristes que partiram, 
Com sonhos de encontrar vida melhor.
E só mais tarde, tristes, descobriram 
Que só Atei lhe dava um grande amor.

E dia-a-dia nesse amor pensaram,
Mas não puderam nunca lá voltar
E nessas terras tristes definharam 
Ao ver seu lindo sonho naufragar.

Agora, a vida dura ali os prende,
Os sonhos, já ninguém os compreende,
Nenhum voltou com as messes que colheu

E quando lhes aperta o coração,
Buscam no ar o odor dessa paixão
Gritando: Atei, Atei, aqui estou eu.

 

Luis Abisague/www.abisague.com

CAVALEIRO ANDANTE 

Eu sou um triste cavaleiro andante 
Nascido lá na aldeia de Bormela,
Um dia fui-me embora, vagueante, 
Tentando descobrir a terra bela.

Deleite p’ra meu pobre coração
Busquei, calcorreando pelo mundo, 
                                     Dormi no chão, com pedras por colchão, 
                                     Como se fosse um reles vagabundo. 

De terra em terra eu fui, rua após rua 
Eu percorri tristonho, só, ferido. 
E abracei o sol, o mar e a lua…

E nessa caminhada sem ter fim, 
Eu fui parar ao norte, ao Reino Unido, 
Tão longe das montanhas de Mondim.

 Luis Abisague/www.abisague.com

 

 

BORMELA
BORMELA

A TERRA MAIS LINDA

Deste lugar com os meus olhos tão baços,
Vejo a casa das Prainas lá ao fundo. 
Meu coração ferido em mil pedaços 
E tão cansado de percorrer mundo. 

Sente o desejo de voar para ela,
Como se fosse o grande sonho seu
E depois, percorrendo essa Bormela 
No corpo e na alma desse vate Orfeu,

Cantando tão somente para si; 
As melhores canções e melodias. 
Falar-lhe da saudade que senti, 

Também dos sonhos e das fantasias 
E dizer-lhe bem alto que afinal, 
Nenhuma outra é, tão linda em Portugal

 Luis Abisague/www.abisague.com

 

POVO DE CORAGEM

Queria ir voando de rua em rua
Como se fosse um pássaro a voar 
E sob o manto branco dessa lua 
Enfeitiçado conseguir cantar 

E de casa em casa em cada janela 
Ir por essa Bormela sem ter fim 
                                                  E então poder olhar através dela 
                                                  O quão grande ela é dentro de mim
 

 

 E nesse meu sentir levar também 

 Talvez na forma humilde da poesia 

 O que de mais sublime esta alma tem 

 

 

E dentro da perfeita melodia 

Fazer em tal poema uma mensagem 
A esse nobre povo de coragem

 Luis Abisague/www.abisague.com

SAUDADES DE MENINO

Que saudades do tempo de menino, 
De quando minha mãe me abraçava 
Nessa altura eu ainda pequenino,
Mas lembro as canções que ela me cantava.

Como era bom estar no colo seu 
E sentir o bater do coração 
E o peito dela encostado ao meu
Enquanto com a sua terna mão, 

Tão docemente me afagava a face 
Falando com ternura ao meu ouvido, 
Como se de um Príncipe se tratasse. 

Coisas que só p’ra uma mãe tem sentido 
E eu esquecia a minha vida pobre 
E sentia-me o mais famoso nobre. 

 Luis Abisague/www.abisague.com    

O FOGO 

Árvores debruadas pela morte
Ardente chaga, rocha de relevo,
Oh! Que hediondo crime tão má sorte 
Teve este povo de coração cevo. 

Aquele monte seu lugar sagrado 
Orgulho dos avós e pais da gente 
Era por todos tão idolatrado. 
Mas num momento pouco previdente,

Alguém com uma atitude desumana,
Quem sabe se não foi mão criminosa? 
Vergado ao peso de uma carraspana,

Julgando-se ser César encarnado 
E achando ter ideia luminosa 
Acendeu esse fósforo malvado. 

 Luis Abisague/www.abisague.com

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